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	<title>tempo &#8211; Maputo News</title>
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		<title>Quanto tempo deve manter a prancha, dependendo da sua idade? Orientações realistas de um treinador</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:38:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por que razão os treinadores gostam tanto da prancha? A prancha é um dos exercícios mais simples que existe — não precisa de nenhum equipamento nem de muito espaço. No entanto, envolve um número surpreendentemente grande de grupos musculares ao mesmo tempo: os músculos abdominais, incluindo o transverso abdominal profundo, os oblíquos, os eretores da [&#8230;]]]></description>
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<h2><b>Por que razão os treinadores gostam tanto da prancha?</b></h2>
<p>A prancha é um dos exercícios mais simples que existe — não precisa de nenhum equipamento nem de muito espaço. No entanto, envolve um número surpreendentemente grande de grupos musculares ao mesmo tempo: os músculos abdominais, incluindo o transverso abdominal profundo, os oblíquos, os eretores da espinha, os glúteos, as ancas e também os ombros e o manguito rotador.</p>
<p>Os treinadores descrevem-no como um exercício com uma excelente «relação custo-benefício». Uma série curta produz resultados significativos — mas apenas se mantiver a postura correta. Um núcleo fortalecido estabiliza a pélvis e a coluna lombar, reduzindo assim significativamente o risco de lesões durante as atividades diárias e outros desportos.</p>
<p>Além disso, estudos focados em idosos mostram que um núcleo forte e estável melhora o equilíbrio e reduz o risco de quedas. Em pessoas mais jovens, isto manifesta-se numa melhor corrida, maior facilidade para levantar compras pesadas ou carregar crianças nos braços sem dor lombar crónica.</p>
<p><i><em>A prancha não se resume apenas a uma «barriga lisa» — é a base de um corpo funcional e de alto desempenho, desde adolescentes até idosos.</em></i></p>
<h2><b>Referências de tempo de prancha por faixa etária</b></h2>
<p>Não existe um tempo «mágico» universal. Os especialistas tendem a trabalhar com intervalos que ajudam a comparar-se, de forma aproximada, com os seus pares e a avaliar se os seus músculos abdominais e do tronco estão em boa forma.</p>
<h3><b>Tempos aproximados de manutenção da prancha</b></h3>
<p>Idade Faixa adequada para a maioria das pessoas Para indivíduos mais em forma</p>
<p>18–39 anos 45–90 segundos até aproximadamente 2 minutos</p>
<p>40–59 anos 30–75 segundos até aproximadamente 90 segundos</p>
<p>60+ anos 20–60 segundos; o limite superior depende principalmente do estado de saúde</p>
<p>Estes números não são um teste escolar nem uma norma vinculativa — são orientações. Se conseguir manter a posição por menos tempo e não tiver praticado muito exercício anteriormente, isso não significa que tenha falhado. Pelo contrário, mostra de onde está a partir. Alguém que fica sentado 8–10 horas por dia não deve esperar manter a posição perfeita durante um minuto inteiro logo de início.</p>
<p><i><cite>Três séries de 25 segundos numa posição estável são mais valiosas do que dois minutos agonizantes com as costas a ceder e dores lombares.</cite></i></p>
<h2><b>A técnica é mais importante do que o tempo no cronómetro</b></h2>
<p>O erro mais comum? Correr contra o relógio a todo o custo. A certa altura, o corpo começa a «ceder» — a coluna arqueia-se, os glúteos cedem e a cabeça cai. Nesse momento, em vez de fortalecer a região lombar, a prancha está a sobrecarregá-la.</p>
<h3><b>Como deve ser uma prancha correta</b></h3>
<p><b>Palmas das mãos ou antebraços diretamente sob os ombros</b> – os cotovelos não se abrem para os lados.</p>
<p><b>Cabeça alinhada com a coluna</b> – olha-se para o chão alguns centímetros à sua frente.</p>
<p><b>Omoplatas estáveis</b> – não se encurva sobre os ombros.</p>
<p>Core ativado – «puxa» suavemente o umbigo em direção à coluna. Glúteos ativados, mas sem levantar excessivamente as ancas. Linha do corpo, dos ombros aos calcanhares, o mais reta possível.</p>
<p>Assim que sentir que está a perder a forma correta após alguns segundos, interrompa o exercício. Faça uma breve pausa, relaxe os ombros e tente outra série mais curta, em vez de se esforçar desesperadamente por mais alguns segundos.</p>
<h3><b>A prancha de joelhos não é, de forma alguma, «batota»</b></h3>
<p>Iniciantes, pessoas com excesso de peso, quem está a recuperar de lesões ou simplesmente quem está a ter um dia menos bom podem começar com segurança com a prancha de joelhos. Esta variação reduz a tensão na coluna e nos ombros, enquanto os músculos abdominais continuam a trabalhar de forma muito intensa.</p>
<p><i><em>A prancha de joelhos é um exercício completo, não uma “versão mais leve para os fracos”. Para muitas pessoas, é simplesmente um ponto de partida mais saudável e seguro.</em></i></p>
<h2><b>Com que frequência treinar e como aumentar gradualmente a duração</b></h2>
<p>Os músculos profundos respondem melhor a uma estimulação regular e moderada do que a raras «maratonas» uma vez por semana. É por isso que os treinadores recomendam sessões de treino curtas, 3 a 5 vezes por semana, em vez de sessões pontuais «de quebra de recordes».</p>
<h3><b>Um plano simples para principiantes</b></h3>
<p>A abordagem de pequenos passos funciona:</p>
<ul>
<li><b>Início:</b> escolha um tempo que consiga manter com boa forma — por exemplo, 15–20 segundos.</li>
<li><b>Repetições:</b> execute 3 séries com 30–45 segundos de descanso entre elas.</li>
<li><b>Progressão:</b> uma vez por semana, acrescente 5 segundos a cada série, se o seu corpo o permitir.</li>
<li><b>Limite de segurança:</b> se a sua forma começar a deteriorar-se, mantenha o tempo atual em vez de se forçar a adicionar segundos.</li>
</ul>
<p>Vale a pena incorporar a prancha num circuito curto juntamente com outros exercícios — agachamentos, lunges e exercícios para as costas e os glúteos. Isto fortalece todo o seu corpo, não apenas os abdominais para uma selfie no espelho.</p>
<h2><b>A Prancha e a Condição Física Geral – O que Realmente Revela sobre a Sua Saúde</b></h2>
<p>Manter uma prancha durante um ou dois minutos parece impressionante, mas não retrata o quadro completo da sua condição física. Os treinadores estão cada vez mais a enfatizar o papel das atividades diárias comuns: subir escadas, caminhar a passo rápido, carregar compras ou brincar com as crianças no chão.</p>
<p><i><cite>Se consegue subir vários lances de escadas sem grande dificuldade e não fica sem fôlego, isso é um sinal melhor de boa saúde do que uma prancha perfeita de dois minutos.</cite></i></p>
<p>A prancha deve, portanto, ser uma peça do puzzle — não a única medida de «condição física». Alguém pode ser excelente a manter uma prancha, mas ter uma resistência péssima, ancas rígidas e dores nos joelhos ao subir escadas.</p>
<h2><b>Quando a prancha não é uma boa ideia</b></h2>
<p>Exercícios intensos para o tronco não são adequados para toda a gente. Recomenda-se cautela se:</p>
<ul>
<li>tiver uma lesão recente ou crónica na coluna, ombro ou pulso,</li>
<li>sofrer de dor intensa na região lombar,</li>
<li>tiver sido submetido a cirurgia abdominal ou torácica,</li>
<li>estiver a retomar a atividade após o parto e ainda não tiver consultado um fisioterapeuta uroginecológico sobre a sua rotina de exercícios.</li>
</ul>
<p>Nestas situações, é melhor consultar primeiro um médico ou fisioterapeuta sobre uma amplitude de movimento segura e, se necessário, começar com formas mais suaves de fortalecimento do core — tais como exercícios feitos deitado ou na água.</p>
<h2><b>Como testar o seu nível por conta própria</b></h2>
<p>Quer saber onde se situa em comparação com as diretrizes gerais? Faça um teste simples:</p>
<p><b>Aquecimento:</b> alguns círculos com as ancas e os ombros, flexões laterais leves e caminhar no mesmo sítio.</p>
<p><b>Assuma a posição</b> apoiado nos antebraços ou nas palmas das mãos e verifique a sua postura.</p>
<p><b>Inicie o cronómetro</b> e mantenha a posição até sentir que a sua postura começa a falhar.</p>
<p>Registe o resultado, descanse por alguns minutos e repita a tentativa uma vez, se necessário — mas não force.</p>
<p>Repita o teste a cada 3–4 semanas, não em cada treino. Concentre-se diariamente na postura correta, não em se «atingiu» um minuto ou não.</p>
<h2><b>A prancha como um hábito diário, não um desafio pontual</b></h2>
<p>Para muitas pessoas, incorporar uma curta série de pranchas na rotina diária funciona melhor. Por exemplo, 30–40 segundos depois de escovar os dentes de manhã e um treino mais longo 2–3 vezes por semana na forma de um circuito com outros exercícios. Esses pequenos hábitos produzem melhores resultados do que um espalhafatoso “desafio de prancha de 5 minutos todos os dias durante uma semana”, após o qual volta para o sofá.</p>
<p>Além disso, não se esqueça de que os músculos do tronco não trabalham apenas no tapete. Sempre que mantém conscientemente uma postura ereta no trabalho, ao levantar uma criança ou ao carregar um saco de compras, está a fazer uma pequena «micro-prancha» para o seu corpo. Quanto mais frequentemente os envolver de forma sensata, menos tentado ficará a provar alguma coisa a si mesmo com um cronómetro.</p>
</p></div>
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		<title>O enigma da longevidade: o que os animais que melhor desafiam o passar do tempo podem ensinar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 14:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A baleia da Groenlândia, o rato-toupeira nu e as tartarugas gigantes desafiam os limites da vida na natureza. Os cientistas investigam como os seus mecanismos biológicos podem transformar a compreensão do envelhecimento nos seres humanos Em 2007, caçadores do Alasca encontraram no pescoço de uma baleia da Groenlândia um fragmento de arpão datado de 1880. [&#8230;]]]></description>
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<p>A baleia da Groenlândia, o rato-toupeira nu e as tartarugas gigantes desafiam os limites da vida na natureza. Os cientistas investigam como os seus mecanismos biológicos podem transformar a compreensão do envelhecimento nos seres humanos Em 2007, caçadores do Alasca encontraram no pescoço de uma baleia da Groenlândia um fragmento de arpão datado de 1880. Essa descoberta demonstrou que a espécie pode viver até 130 anos e renovou o interesse científico em decifrar os mecanismos da <i>longevidade</i> animal.</p>
<p>Além da baleia da Groenlândia, existem outros exemplos notáveis que os cientistas observam de perto para conhecer mais profundamente os segredos da <i>longevidade humana</i>: o rato-toupeira nu, que apesar do seu tamanho pode atingir os 40 anos de vida; o morcego de Brandt, que ultrapassa as quatro décadas; os papagaios, que vivem mais de 60 anos; e a tartaruga gigante das Seychelles, Jonathan, cфuja existência começou antes da inauguração da Torre Eiffel.</p>
<h2>A reparação do ADN, a chave para um envelhecimento saudável</h2>
<p></p>
<p>A professora Vera Gorbunova, codiretora do Centro de Investigação do Envelhecimento da Universidade de Rochester, explicou à revista <i>Time </i>que a longevidade não é resultado de uma seleção evolutiva direta. A maioria dos animais morre antes de envelhecer devido aos predadores, e somente em ambientes sem essa pressão — como ilhas sem predadores — algumas espécies desenvolvem adaptações que permitem ciclos de vida mais longos e reprodução prolongada. Para compreender esses processos, a equipa de Gorbunova e outros investigadores estudaram a reparação do ADN e a proteção contra mutações.</p>
<p><i>Uma experiência</i> com 800 ratos-toupeiras nus revelou que nenhum desenvolveu cancro, em contraste com a alta incidência em humanos. Estes animais apresentam níveis elevados de hialuronano, um componente do tecido conjuntivo que poderia proteger o material genético. Em 2025, foi identificada na ratazana-toupeira-nua uma enzima que melhora a reparação do ADN. Além disso, as células da baleia da Groenlândia contêm uma proteína capaz de restaurar quebras no ADN, e a sua utilização em células humanas demonstrou uma resposta genética melhorada.</p>
<p>João Pedro de Magalhães, professor da Universidade de Birmingham, afirmou que a longevidade depende mais do funcionamento dos genes do que de diferenças genéticas substanciais. Embora os humanos e os chimpanzés compartilhem quase o mesmo ADN, a esperança de vida humana é o dobro, o que sugere que a chave reside na regulação genética ao longo do tempo. O professor Steven Austad, da Universidade do Alabama em Birmingham, sublinhou que a reparação do ADN é apenas um dos fatores envolvidos. Cada espécie desenvolve estratégias distintas, adaptadas ao seu ambiente. Por exemplo, algumas aves pequenas, apesar do seu metabolismo rápido e de condições que limitariam a sua vida útil, podem viver muito mais do que os mamíferos em cativeiro. Observou-se que algumas aves minúsculas vivem três vezes mais na natureza do que os mamíferos em zoológicos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2958" src="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29.jpg 1200w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-300x200.jpg 300w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-1024x683.jpg 1024w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px"/></p>
<h2>Expectativas de transferir as descobertas para o envelhecimento humano</h2>
<p>Em 2023, Gorbunova fundou a Matrix Biosciences para investigar aplicações médicas derivadas do hialuronano. Paralelamente, a Dra. Andrea Maier, da Universidade Nacional de Singapura, lidera um ensaio clínico baseado numa molécula de algas castanhas que ativa enzimas capazes de prolongar a vida de ratos idosos. No entanto, os especialistas insistem na cautela. Richard Miller, da Universidade de Michigan, adverte que, embora os modelos animais sejam promissores, transferir as suas estratégias para a medicina humana ainda é uma hipótese. «Não está totalmente claro se as estratégias do rato-toupeira nu, dos morcegos ou da baleia da Groenlândia seriam relevantes para a medicina humana», disse Miller à revista <i>Time</i>. A investigação sobre a longevidade animal está numa fase inicial, mas os cientistas prevêem que, à medida que mais laboratórios explorarem esses mecanismos naturais, aumentarão as possibilidades de transferir essas descobertas para o âmbito clínico e abrir novas perspectivas para abordar o envelhecimento humano.</p>
</p></div>
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