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		<title>Cientistas pedem medidas urgentes para reduzir o impacto do plástico nas crianças: efeitos na saúde</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 16:57:29 +0000</pubDate>
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<p>Um grupo de investigadores internacionais publicou uma revisão sobre este tema na revista The Lancet Child &amp; Adolescent Health. Os autores, entre os quais se encontra um especialista argentino, apontaram os riscos crescentes que podem prolongar-se até à idade adulta O crescente impacto das substâncias químicas presentes nos <i>produtos plásticos </i>de uso doméstico na<i> </i><i>saúde das crianças</i><i> </i>provocou um apelo urgente da comunidade científica internacional para limitar o impacto desses materiais nas crianças.</p>
<p>«As crianças enfrentam uma ameaça urgente devido ao perigo que os plásticos representam no ambiente», escreveram eles na publicação. E acrescentaram: «Inúmeras intervenções, estudos laboratoriais e estudos em seres humanos mostram que as substâncias químicas utilizadas na sua produção contribuem para doenças crónicas de vários sistemas do organismo e alteram a função hormonal. Além disso, a exposição a toxinas derivadas do plástico está associada a resultados adversos no nascimento, distúrbios metabólicos, doenças e distúrbios neuropsiquiátricos, bem como distúrbios reprodutivos.”</p>
<p>Os autores, entre os quais , professor de pediatria, doutor em medicina, da Faculdade de Medicina Grossman da Universidade de Nova Iorque, Conselho Nacional de Investigação Científica e Técnica, analisaram centenas de estudos recentes que documentam a ligação entre a exposição a compostos plásticos e o desenvolvimento de doenças crónicas. A publicação deste relatório coincide com uma reunião de especialistas na cidade de Nova Iorque, na qual será analisado o impacto global dos plásticos na saúde humana.</p>
<p>A análise concentra-se em três grupos de substâncias: ftalatos, usados para dar flexibilidade ao plástico; bisfenóis, que conferem rigidez; e substâncias perfluoroalquílicas (PFAS), que ajudam os materiais a resistir a altas temperaturas e repelir a água. Os resultados, que abrangem estudos com milhares de mulheres grávidas, fetos e crianças, associam a exposição a esses compostos a uma série de problemas de saúde, como doenças cardíacas, obesidade, infertilidade e asma.</p>
<p></p>
<p>Segundo Leonardo Trasande, «as descobertas apontam para o papel do plástico no aparecimento precoce de muitas doenças crónicas que afetam adolescentes e adultos. Se queremos que as crianças permaneçam saudáveis e vivam mais tempo, devemos levar a sério a restrição do uso desses materiais». Os especialistas alertam que essas substâncias químicas estão presentes em itens de uso diário, como embalagens de alimentos, cosméticos e recibos de papel. Ao manusear o plástico, aquecê-lo ou submetê-lo a processos químicos, ele libera microplásticos e nanopartículas que podem entrar no organismo. Segundo os autores, ficou provado que os compostos utilizados nos plásticos provocam uma reação imunológica hiperativa (inflamação) nos tecidos e alteram a função hormonal, o que afeta muitos processos fisiológicos.</p>
<h2>Medidas preventivas</h2>
<p>No que diz respeito às estratégias de prevenção, o relatório propõe medidas práticas para reduzir a exposição em casa. Leonardo Trasande, chefe do Departamento de Pediatria Ambiental da Faculdade de Medicina Grossman da Universidade de Nova Iorque e do Centro de Investigação de Riscos Ambientais NYU Langone Health, recomendou substituir os recipientes de plástico por alternativas de vidro ou aço inoxidável e evitar o uso de plástico em micro-ondas e máquinas de lavar louça. «Existem medidas seguras e simples que os pais podem tomar para limitar a exposição dos seus filhos ao plástico, sem gastar uma fortuna», disse Trasande.</p>
<p>O relatório também destaca o papel dos profissionais de saúde na educação das famílias. Trasande acredita que recomendações claras podem ajudar os pais a tomar decisões informadas e escolher produtos mais seguros. Além disso, ele sugere que os profissionais colaborem com escolas e organizações comunitárias para aumentar a conscientização dos jovens sobre os riscos associados ao plástico.</p>
<p>«Existem medidas baseadas em evidências, seguras, simples e baratas que os profissionais de cuidados de saúde primários infantis podem adotar para ajudar as famílias a limitar a exposição das crianças às toxinas libertadas pelo plástico. Os profissionais de saúde também têm uma oportunidade importante de proteger a saúde e o bem-estar das futuras gerações de crianças, apoiando campanhas locais e internacionais dirigidas aos governos, à indústria e ao público em geral, com o objetivo de reduzir a acumulação de plástico no ambiente e minimizar a sua utilização nos sistemas de saúde», afirmaram os autores na publicação. Esta recomendação surgiu após a última ronda de negociações sobre o Acordo Global das Nações Unidas sobre Plásticos, que teve lugar em Genebra no mês passado, onde mais de 100 países solicitaram restrições juridicamente vinculativas à produção de plásticos.</p>
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<p>Trasande afirma que os resultados do estudo confirmam a necessidade de um acordo internacional sólido para proteger tanto o ambiente como a saúde humana. Embora o valor económico da indústria do plástico seja frequentemente considerado um obstáculo à regulamentação, Trasande alerta que os custos de saúde associados à exposição ao plástico chegam a cerca de 250 mil milhões de dólares por ano apenas nos Estados Unidos, segundo as suas estimativas.</p>
<p>O acordo global sobre plásticos será um dos temas centrais do simpósio «Plásticos, saúde humana e soluções para 2025», organizado pela NYU Langone Health, que discutirá os últimos avanços científicos e políticos, bem como o papel da regulamentação na gestão desta crise de saúde pública. O simpósio será realizado em 22 de setembro na NYU Langone Health. Mais de cem países propuseram à Organização das Nações Unidas a introdução de restrições legais à produção de plásticos, em um contexto em que a desigualdade no acesso a produtos seguros afeta especialmente as comunidades de baixa renda (Imagem ilustrativa Infobae)</p>
<p>Apesar dos riscos identificados, os investigadores reconhecem que o plástico continua a ser indispensável na pediatria, onde é utilizado em aparelhos de ventilação artificial e sondas para alimentar bebés prematuros, nebulizadores para crianças com asma e máscaras para prevenir infeções. Os autores explicam que as suas conclusões não questionam o uso médico do plástico, mas alertam para o perigo do seu uso desnecessário em outros contextos.</p>
</p></div>
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		<title>O efeito do café nos dentes: manchas, desgaste do esmalte e como reduzir os danos diários</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 16:21:53 +0000</pubDate>
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<p>O consumo regular desta e de outras bebidas pigmentadas pode enfraquecer o esmalte dentário e afetar a saúde bucalO consumo regular de <i>café</i>, chá e bebidas gaseificadas açucaradas tem um impacto direto na saúde dos dentes, principalmente na forma de manchas, cáries e sensibilidade. Essas bebidas fazem parte da vida cotidiana em muitos países, embora o seu impacto no esmalte dentário seja frequentemente subestimado. O café e <i>o chá </i>tornaram-se bebidas consumidas nas primeiras horas do dia e durante os intervalos no trabalho. Embora os dentes tenham uma estrutura resistente, o contacto frequente com bebidas pigmentadas e ácidas pode afetar a integridade do esmalte.</p>
<p>O café é conhecido pela sua acidez, que contribui para o amolecimento gradual do esmalte dentário e o aparecimento de manchas. A cor escura do café penetra facilmente na superfície porosa dos dentes, especialmente quando se adiciona açúcar. A combinação de açúcar e bactérias na boca aumenta a produção de ácido, contribuindo para a cárie dentária. O chá, especialmente o forte e escuro, contém taninos, que têm uma elevada capacidade de aderir à superfície dos dentes. O consumo prolongado pode levar a um amarelecimento gradual e, em alguns casos, a uma pigmentação mais intensa do que a do café. Estas manchas podem ser removidas, mas para isso são necessários procedimentos de higiene especiais e cuidados profissionais.</p>
<h2>Consequências e riscos</h2>
<p>A cafeína presente no café e no chá também afeta indiretamente a saúde bucal. Uma das suas consequências é a redução da produção de saliva, o que leva à secura na boca. A saliva desempenha uma função protetora e de limpeza dos dentes, e a sua redução torna o esmalte mais vulnerável à cárie. Para combater este efeito, uma medida eficaz é beber água regularmente. O aparecimento de manchas escuras na base ou entre os dentes está geralmente associado ao consumo frequente de bebidas pigmentadas e à má higiene oral. Essas manchas podem indicar o acúmulo de placa bacteriana, e a escovagem excessiva dos dentes não só é ineficaz para removê-las, como também pode agravar a retenção de pigmentos. Nesses casos, recomenda-se uma limpeza profissional e exames periódicos.</p>
<p></p>
<h2>Estratégias para reduzir o impacto</h2>
<p>Existem estratégias práticas para reduzir o impacto destas bebidas nos dentes, como sugere, incluindo enxaguar a boca com água imediatamente após o consumo de café ou chá, o que ajuda a reduzir a aderência dos pigmentos ao esmalte. Beber estas bebidas durante um período mais curto e usar palhinhas limita o impacto da acidez nos dentes. A água destaca-se pelo seu papel na proteção dos dentes, ajudando a remover os restos de comida e estimulando a produção de saliva. Não é recomendável escovar os dentes imediatamente após o consumo de bebidas ácidas, devido ao enfraquecimento temporário do esmalte. Entre as alternativas saudáveis, o leite e o soro de leite contêm cálcio e fosfatos, que fortalecem a estrutura dos dentes.</p>
<p>O chá verde também é uma boa escolha devido ao seu teor de catequinas, que têm um efeito benéfico na saúde das gengivas. Não existem maneiras rápidas de clarear os dentes com bebidas. Bebidas que fortalecem o esmalte, como o leite, ajudam a melhorar a aparência, evitando a transparência dos dentes. Proteger a saúde bucal não requer abandonar as bebidas habituais, mas exige a mudança de alguns hábitos: escolher café sem açúcar, enxaguar a boca após o chá, usar canudinhos e visitar regularmente o <i>dentista</i>. Manter um sorriso saudável depende tanto da higiene diária quanto da atenção às bebidas que fazem parte da dieta diária e do consumo adequado de líquidos.</p>
</p></div>
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