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	<title>Esqueça &#8211; Maputo News</title>
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		<title>3 flores para toda a estação: semeie-as no final de abril e esqueça a rega</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 02:03:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jardim e horta]]></category>
		<category><![CDATA[abril]]></category>
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		<category><![CDATA[estação]]></category>
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					<description><![CDATA[Cansa-o ter um canteiro que está constantemente a pedir água e cuidados? Estas três plantas anuais dão conta do recado praticamente sozinhas durante todo o verão. Basta semeá-las corretamente e a natureza fará o resto. Cada vez mais pessoas anseiam por um jardim colorido, mas sem passar horas com o regador e a enxada. Os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<h2><b>Cansa-o ter um canteiro que está constantemente a pedir água e cuidados?</b></h2>
<p>Estas três plantas anuais dão conta do recado praticamente sozinhas durante todo o verão. Basta semeá-las corretamente e a natureza fará o resto.</p>
<p>Cada vez mais pessoas anseiam por um jardim colorido, mas sem passar horas com o regador e a enxada. Os jardineiros conhecem um truque simples: aproveite a viragem de abril para maio e escolha algumas espécies extremamente «autónomas», que, depois de semeadas, praticamente assumem a iniciativa sozinhas.</p>
<h2><b>Por que é que o final de abril é o momento ideal para a sementeira</b></h2>
<p>Na viragem de abril para maio, o solo já está aquecido, mas ainda cheio de humidade após as chuvas da primavera. As sementes têm, nesta altura, condições ideais para uma germinação rápida e para a formação de um sistema radicular forte, ainda antes da chegada dos primeiros calores.</p>
<blockquote>
<p><i>Um enraizamento forte e precoce garante que as plantas suportem melhor a seca, cresçam mais vigorosamente e só necessitem de rega em casos excecionais.</i></p>
</blockquote>
<p>A sementeira demasiado tardia, por exemplo em junho, faz com que as plântulas entrem diretamente no período de altas temperaturas. Isto significa uma germinação instável, o secar frequente das plantas jovens e a necessidade de rega regular. A sementeira no final de abril funciona exatamente ao contrário – aproveita as reservas naturais de humidade no solo.</p>
<p>Há ainda um bónus: as plantas de crescimento rápido suprimem as ervas daninhas. O solo não fica exposto por muito tempo, o que limita a quantidade de plantas indesejáveis e poupa tempo gasto a capinar.</p>
<h2><b>Três flores que trabalham por si</b></h2>
<h3><b>Cosmos – leve como uma pena, resistente como uma erva daninha</b></h3>
<p>O cosmos é um clássico dos jardins naturalistas. Forma caules altos e delicados com uma profusão de flores em tons de rosa, branco e púrpura. Adora o sol e, em solo fértil, costuma ficar demasiado alto – em substratos mais pobres, pelo contrário, tem um aspeto natural e estável.</p>
<p>A maior vantagem do cosmos é a excelente resistência à seca ocasional. Assim que se estabelece, basta-lhe o que cai do céu. Além disso, muitas vezes auto-semeia-se, pelo que no ano seguinte poderá ter flores totalmente de graça, sem ter de comprar novas sementes.</p>
<blockquote>
<p><i>Para um pequeno canteiro ensolarado, basta um pacote padrão de sementes de cosmos – normalmente cobre sem problemas uma área de 5 a 10 m².</i></p>
</blockquote>
<h3><b>Centaurea – um clássico dos campos e um íman para as abelhas</b></h3>
<p>A centaurea, conhecida dos antigos campos de cereais, regressa aos canteiros e aos jardins urbanos. Apresenta flores de um azul intenso, mais raramente brancas ou rosa, que ficam lindas tanto no canteiro como num vaso.</p>
<p>Não necessita de solo fértil e cresce bem em substratos leves e permeáveis. Não requer qualquer fertilização especial nem tratamento com pulverizações. Em contrapartida, é adorada pelos polinizadores: abelhas, abelhões e borboletas. Semeada entre as hortaliças, melhora a circulação dos insetos por todo o jardim.</p>
<p>A centáurea, tal como o cosmos, é melhor semeada diretamente no solo. Uma embalagem cobre normalmente uma grande área e, logo na primeira estação, cria um efeito de «prado» natural.</p>
<h3><b>Capuchinha e calêndula – cor que, além disso, protege o jardim</b></h3>
<p>A capuchinha atrai a atenção com as suas cores marcantes: amarelo, laranja e vermelho. Muitos não sabem que se trata também de uma planta comestível – as suas flores podem ser adicionadas a saladas e as folhas têm um sabor ligeiramente picante.</p>
<p>No jardim, desempenha o papel de «armadilha» viva para pulgões. Os pragas preferem ocupar a capuchinha em vez de vegetais mais sensíveis, o que funciona como proteção natural dos canteiros.</p>
<p>A calêndula, por sua vez, forma densos tufos de flores alaranjadas e amarelas. As suas raízes secretam substâncias que limitam a reprodução de alguns organismos nocivos do solo. Os jardineiros gostam de a plantar entre os tomates ou ao longo das bordas dos canteiros de vegetais.</p>
<ul>
<li><b>Capuchinha</b> – sementes grandes, fáceis de semear «à mão», ideais para as bordas dos canteiros e junto às cercas</li>
<li><b>Calêndula</b> – sementes pequenas, preenchem muito bem os espaços vazios e cobrem rapidamente o solo</li>
</ul>
<blockquote>
<p><i>A combinação de capuchinha e calêndula não só proporciona um efeito cromático marcante, como também reforça a resistência natural do jardim contra alguns pragas.</i></p>
</blockquote>
<h2><b>Como semear diretamente no solo – guia prático</b></h2>
<p>Consegue fazer todo o trabalho numa tarde. Basta de luvas, uma pequena pá, um ancinho e um regador.</p>
<ul>
<li>Remova as ervas daninhas e quebre os torrões de terra maiores, para que a superfície fique o mais plana possível.</li>
<li>Misture as sementes pequenas (cosmos, centáurea, calêndula) com areia seca – assim, espalham-se mais facilmente de forma uniforme.</li>
<li>Espalhe a mistura pela área escolhida. Coloque as sementes de capuchinha individualmente ou em pequenos grupos, com um ligeiro espaçamento entre elas.</li>
<li>Passe o ancinho pela superfície de modo a que as sementes fiquem cobertas por uma fina camada de terra, literalmente apenas alguns milímetros.</li>
<li>Compacte suavemente a superfície, por exemplo, com o verso do ancinho ou com uma tábua, para que as sementes adiram bem ao solo.</li>
<li>Durante os primeiros catorze dias, mantenha o solo ligeiramente húmido com um regador com bico difusor ou um pulverizador ajustado para uma névoa fina.</li>
</ul>
<h2><b>Quantas sementes comprar e como planear a sementeira</b></h2>
<p>Para um canteiro médio de jardim com uma área de 5 a 10 m², basta um pacote de cada espécie. Se tiver uma área maior ou sonhar com o efeito de um «prado florido», pode tranquilamente duplicar a quantidade de sementes.</p>
<p>Planta Área aproximada por embalagem Notas práticas</p>
<p>Cosmos 5–10 m² adora sol, pode auto-semeiar-se</p>
<p>Centaurea 4–8 m² cria um efeito de prado, excelente como flor de corte</p>
<p>Calêndula 3–6 m² cobre densamente o solo, adequada para hortaliças</p>
<p>Capuchinha 1–2 m² sementes grandes, pode ser plantada pontualmente ou em grupos</p>
<p>A melhor altura para semear na maioria das regiões é a última semana de abril e o início de maio. O solo não deve estar enlameado, mas deve ainda manter uma humidade significativa após as chuvas da primavera.</p>
<h2><b>Quão pouco trabalho é necessário quando as plantas brotam</b></h2>
<p>Assim que as plântulas atingirem uma altura de cerca de 8 a 10 centímetros, chega o verdadeiro alívio. As plantas tornam-se mais densas, sombreiam o solo e funcionam como uma camada natural de cobertura morta. A água no solo evapora mais lentamente e as ervas daninhas têm muito menos espaço.</p>
<p>Na prática, isto significa apenas algumas regras simples:</p>
<ul>
<li>Duas semanas após a germinação, reduza gradualmente a rega – regue mais abundantemente apenas em caso de seca prolongada.</li>
<li>Se aparecerem ervas daninhas maiores em algum lugar, remova-as individualmente – já não é necessário capinar completamente.</li>
<li>De vez em quando, corte as flores murchas, especialmente no cosmos e na calêndula – isso estimulará as plantas a criar novos botões.</li>
</ul>
<blockquote>
<p><i>Com estes cuidados, o canteiro consegue florescer quase ininterruptamente desde o início do verão até às primeiras geadas de outono.</i></p>
</blockquote>
<h2><b>Como combinar as espécies para que o canteiro tenha um aspeto natural</b></h2>
<p>Obterá o melhor resultado misturando diferentes alturas e cores. Plante os cosmos altos na parte de trás do canteiro ou no centro de um canteiro redondo. A centáurea fica bem na parte central e cria manchas azuis entre as rosas ou as plantas perenes. Deixe as capuchinhas e as calêndulas nas bordas – elas emolduram bem toda a composição e cobrem as bordas dos canteiros.</p>
<p>Se quiser que o canteiro tenha um aspeto «um pouco selvagem, mas bem pensado», misture as sementes de todas as espécies, exceto as sementes grandes da capuchinha, e semeie-as juntas numa única área. Assim, criará uma composição fresca e viva, que parece um pouco diferente a cada dia.</p>
<h2><b>O que ter em atenção e como tirar ainda mais partido do canteiro</b></h2>
<p>Antes da sementeira, verifique a previsão meteorológica. <b>Um arrefecimento acentuado de vários dias com geadas ao nível do solo logo após a sementeira pode danificar as sementes mais sensíveis.</b> É preferível adiar a sementeira por alguns dias do que arriscar que as sementes não germinem. Tenha também cuidado com solos muito pesados e argilosos – vale a pena aliviá-los previamente com areia ou composto, para que a água não fique estagnada.</p>
<p>Estas três plantas encaixam-se na perfeição na tendência dos jardins de baixa manutenção, agradáveis tanto para os seus proprietários como para os insetos polinizadores. Num pequeno jardim, ajudam a reduzir a necessidade de pulverizações e regas; num terreno fora da cidade, permitem «dar vida» rapidamente a um pedaço de terra vazio. E se, no final da estação, recolher sementes, no ano seguinte poderá renovar toda a composição praticamente sem custos.</p>
</p></div>
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		<title>Esqueça os grânulos azuis: um truque simples com uma garrafa vai salvar a sua alface das lesmas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CodeLife]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jardim e horta]]></category>
		<category><![CDATA[alface]]></category>
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					<description><![CDATA[Por que deve deixar de usar grânulos tóxicos contra lesmas As lesmas podem devorar uma fileira inteira de alface recém-plantada numa única noite. Não é de admirar que muitos jardineiros as considerem o seu inimigo número um. Na natureza, no entanto, elas também desempenham um papel útil — decompõem folhas mortas e detritos vegetais e [&#8230;]]]></description>
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<h2><b>Por que deve deixar de usar grânulos tóxicos contra lesmas</b></h2>
<p>As lesmas podem devorar uma fileira inteira de alface recém-plantada numa única noite. Não é de admirar que muitos jardineiros as considerem o seu inimigo número um. Na natureza, no entanto, elas também desempenham um papel útil — decompõem folhas mortas e detritos vegetais e servem de alimento para besouros terrestres, ouriços, pássaros e sapos.</p>
<p><i><cite>O envenenamento em massa de lesmas perturba a cadeia alimentar no jardim e prejudica toda a biodiversidade local.</cite></i></p>
<p>Os populares grânulos azuis geralmente contêm metaldeído — um pesticida prejudicial a muito mais do que apenas lesmas. Ele ameaça a vida selvagem, ouriços, pássaros e também cães e gatos, que podem ingerir a isca ou uma lesma envenenada. Simplesmente espalhar os grânulos “a olho” sem ler o rótulo aumenta significativamente o risco de envenenamento.</p>
<p>Os produtos à base de fosfato férrico, comercializados como soluções «ecológicas», parecem ser uma alternativa mais segura. No entanto, estes continuam a ser produtos fitofarmacêuticos: requerem uma dosagem precisa, afetam os organismos do solo e não são totalmente inofensivos para o ambiente. É por isso que cada vez mais jardineiros procuram métodos que não matem as lesmas, mas simplesmente bloqueiem o seu acesso às plantas.</p>
<h2><b>Proteção em vez de guerra: uma barreira em vez de veneno</b></h2>
<p>Está a tornar-se cada vez mais popular uma estratégia que não envolve combater cada lesma individualmente, mas sim proteger eficazmente as plantas mais vulneráveis. Isto envolve principalmente alface jovem, courgette recém-plantada, abóbora, pepino, morango ou dálias — por outras palavras, tudo aquilo que as lesmas mais adoram.</p>
<p>A tarefa do jardineiro não precisa de ser «limpar» completamente o canteiro. Trata-se, antes, de estabelecer um equilíbrio: as culturas ficam protegidas e os inimigos naturais das lesmas — ouriços, rãs e escaravelhos — têm um lugar para viver e caçar. Uma simples barreira física feita de uma garrafa de plástico funciona na perfeição para isso.</p>
<h2><b>A Garrafa à Prova de Lesmas: Como Fazer uma Cobertura Protetora a partir de Resíduos</b></h2>
<p>O truque mais interessante envolve a utilização de uma garrafa de plástico transparente comum com uma capacidade de 1,5 a 2 litros. Serve como proteção contra lesmas, uma mini-estufa e um quebra-vento, tudo ao mesmo tempo.</p>
<p><i>Uma única garrafa vazia pode proteger uma única planta de alface de forma mais eficaz do que um punhado de pellets espalhados por todo o canteiro.</i></p>
<h3><b>O que vai precisar</b></h3>
<ul>
<li>uma garrafa vazia de água ou de bebida transparente (1,5–2 L)</li>
<li>uma faca afiada, um x-ato ou uma tesoura resistente</li>
<li>fita adesiva ou um agrafador (se necessário)</li>
<li>areia fina, cinza de madeira ou cascas de ovo trituradas – para reforçar a barreira</li>
</ul>
<h3><b>Passo a passo: instalar a cobertura de garrafa</b></h3>
<p>1. Corte o fundo da garrafa a aproximadamente 3–5 cm da borda inferior. Isto dar-lhe-á uma cobertura cilíndrica semelhante a uma cúpula de vidro.</p>
<p>2. Faça vários pequenos orifícios na parte superior da garrafa para permitir que o vapor em excesso escape e evitar que se acumule humidade excessiva no interior. Basta perfurar o plástico com um prego aquecido ou uma faca afiada.</p>
<p>3. Coloque a cobertura pronta sobre a planta, de modo que o caule fique aproximadamente no centro da garrafa.</p>
<p>4. Pressione a borda da garrafa 2–3 cm no solo e pressione firmemente com a palma da mão. Quanto mais apertado for o contacto com o solo, mais difícil será para as lesmas entrarem por baixo do plástico.</p>
<p>5. Pode espalhar uma camada de areia, cinzas ou cascas de ovo trituradas à volta da borda da garrafa. Uma superfície fina, afiada ou seca desincentiva as lesmas de rastejar.</p>
<p>O que a garrafa oferece Benefícios para o jardim</p>
<p>Barreira mecânica As lesmas não conseguem alcançar o caule ou as folhas</p>
<p>Efeito de mini-estufa Crescimento mais rápido das plantas, mais calor e humidade</p>
<p>Proteção contra o vento Menos folhas jovens danificadas, crescimento mais estável</p>
<p>Poupança em produtos químicos Sem risco de envenenamento de animais ou contaminação do solo</p>
<h2><b>Por quanto tempo deixar a garrafa no canteiro</b></h2>
<p>A cobertura protetora é mais importante durante a primeira fase de desenvolvimento das plantas. A alface, a courgette e a abóbora são macias, suculentas e muito atraentes para as lesmas durante este período. Assim que as plantas se fortalecem e desenvolvem mais folhagem, geralmente ficam mais resistentes, embora ainda possam ocorrer pequenas perdas.</p>
<p>A experiência dos jardineiros mostra que, normalmente, basta deixar as garrafas no local durante 2 a 3 semanas. Durante esse tempo, as plantas terão tempo para criar raízes e crescer. Posteriormente, a cobertura pode ser removida gradualmente — primeiro desaparafuse a tampa, depois levante suavemente a garrafa em dias mais quentes e, por fim, remova-a completamente.</p>
<p><i>Um conjunto de coberturas de garrafa devidamente colocadas pode reduzir visivelmente o número de plantas danificadas por lesmas em apenas uma semana.</i></p>
<p>Os jardineiros que utilizam este método observam que colocar uma cobertura a cada poucos metros quadrados reduz significativamente o número de plantas danificadas. Além disso, as garrafas podem ser lavadas e reutilizadas nas épocas seguintes.</p>
<h2><b>Como aumentar a eficácia da proteção com garrafas</b></h2>
<p>Uma garrafa resolve o problema mais urgente — protege um arbusto específico. Os jardineiros que querem ir um pouco mais longe combinam isto com alguns hábitos simples em todo o jardim.</p>
<h3><b>Condições desfavoráveis para lesmas</b></h3>
<p><b>Regar de manhã</b> – O solo húmido à noite é um convite aberto às lesmas. A rega matinal seca mais rapidamente, pelo que a atividade das lesmas à noite diminui.</p>
<p><b>Ordem entre as fileiras</b> – Menos esconderijos na forma de tábuas, lonas de plástico ou erva alta limitam os locais onde as lesmas se escondem durante o dia.</p>
<p>Plantas repelentes – vale a pena plantar variedades com aroma forte, como alho, absinto ou erva-doce, entre os canteiros. São definitivamente menos atraentes para as lesmas.</p>
<h3><b>Os amigos do jardineiro: como atrair aliados naturais</b></h3>
<p>Um jardim focado exclusivamente na «organização» não é propício para os animais que regulam naturalmente a população de lesmas. Pequenas mudanças no layout do jardim podem fazer uma grande diferença:</p>
<ul>
<li>deixar recantos com relva mais alta, folhas ou galhos — um local ideal para ouriços,</li>
<li>um pequeno elemento aquático, como uma tigela grande enterrada no solo — atrai sapos e rãs,</li>
<li>pedaços de madeira em decomposição — um esconderijo para besouros predadores que comem ovos de lesmas e lesmas jovens.</li>
</ul>
<p>Esta estratégia combina a proteção das plantas com a criação de um refúgio para organismos que trabalham para nós de graça. Com o tempo, o jardim começará a regular por si próprio o equilíbrio entre os herbívoros e os seus predadores naturais.</p>
<h2><b>O que evitar ao usar uma cobertura de garrafa</b></h2>
<p>Apesar de todo o entusiasmo pelo método da garrafa, é importante ter alguns princípios em mente. Uma cobertura demasiado apertada sob luz solar direta pode sobreaquecer a planta. Verifique se as folhas no interior estão a murchar ao meio-dia. Se for o caso, desaparafuse a tampa, faça orifícios adicionais ou levante ligeiramente a garrafa durante algumas horas.</p>
<p>Verifique também o interior da cobertura regularmente. É possível que já houvesse uma lesma no solo quando colocou a garrafa por cima. Nesse caso, basicamente prendeu-a num buffet à discrição. Por isso, nos primeiros dias após a instalação, espreite para dentro e remova manualmente quaisquer intrusos.</p>
<p>Além disso, não se esqueça de que o plástico envelhece com o tempo devido à exposição solar. Uma garrafa rachada ou turva deixa passar menos luz e pode cortar as suas mãos. Por isso, substitua-a ocasionalmente por uma nova, recolhida do lixo doméstico.</p>
<h2><b>Mais do que um truque: uma nova perspetiva sobre a proteção do jardim</b></h2>
<p>O método da garrafa não é apenas uma forma de salvar algumas cabeças de alface. É um exemplo de uma abordagem mais ampla à jardinagem: em vez de recorrer a produtos químicos fortes que funcionam rapidamente mas de forma agressiva, usamos ferramentas simples e observações da natureza.</p>
<p>Para jardineiros novatos, tal experiência pode ser uma lição valiosa. Verá com os seus próprios olhos como o ambiente favorece as lesmas após a rega ao fim da tarde, como as plantas reagem sob cobertura e como a situação muda quando ouriços ou sapos aparecem no jardim. Com o tempo, perceberá mais facilmente o momento em que já não é necessário proteger cada arbusto, porque o jardim começará a funcionar por si próprio como um sistema interligado e equilibrado.</p>
<p>Os produtos químicos são tentadores devido à sua conveniência, mas muitas vezes basta um par de tesouras, uma garrafa vazia e alguns hábitos simples para que a horta deixe de ser um refeitório para lesmas e se torne um espaço vivo e bem cuidado, onde os seres humanos e a natureza, de alguma forma, convivem em harmonia.</p>
</p></div>
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