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	<title>enigma &#8211; Maputo News</title>
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		<title>O enigma dos dinossauros na Europa: um segredo revelado após cem anos</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 12:37:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um grupo de investigadores utilizou digitalizações 3D e técnicas modernas de análise para examinar ossos antigos, o que permitiu identificar espécies que antes tinham sido classificadas incorretamente A imagem dos grandes dinossauros com chifres, como o Triceratops, sempre esteve ligada à América do Norte e Ásia. Durante décadas, museus e livros de paleontologia repetiram uma [&#8230;]]]></description>
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<p>Um grupo de investigadores utilizou digitalizações 3D e técnicas modernas de análise para examinar ossos antigos, o que permitiu identificar espécies que antes tinham sido classificadas incorretamente A imagem dos grandes <i>dinossauros </i>com chifres, como o Triceratops, sempre esteve ligada à América do Norte e <i>Ásia</i>. Durante décadas, museus e livros de paleontologia repetiram uma ideia: os dinossauros ceratopsianos nunca habitaram <i>a Europa</i>. Essa teoria acaba de ruir após a análise de um fóssil encontrado na Hungria que reescreve o mapa da pré-história do continente.</p>
<p>A descoberta não partiu de uma nova escavação, mas de uma revisão minuciosa de fósseis conservados em coleções europeias. Uma equipa internacional de paleontólogos, liderada por Susannah C. R. Maidment, aplicou tecnologias como tomografia computadorizada e modelagem 3D aos restos mortais do Ajkaceratops kozmai, um dinossauro descoberto na Hungria.O resultado foi conclusivo: «Ao analisar o crânio, encontramos um bico em forma de gancho e um palato abaulado, características típicas dos ceratopsídeos», detalhou o estudo publicado na revista Nature.Um fóssil encontrado na Hungria desafia a crença de que os dinossauros ceratopsianos nunca habitaram a Europa Crédito: Nature (2026) Até então, muitos desses fósseis tinham sido erroneamente classificados como pertencentes à família dos iguanodontídeos, devido às semelhanças superficiais entre os dois grupos.</p>
<h2>Redefinindo espécies e corrigindo o mapa evolutivo</h2>
<p></p>
<p>O impacto desta descoberta vai além de uma simples mudança de nome. Ao revisar outros fósseis, os especialistas identificaram que espécies emblemáticas da paleontologia europeia também eram ceratopsídeos mal identificados. Um dos casos mais relevantes é o de um dinossauro romeno conhecido como Zalmoxes shqiperorum, que após a nova análise foi rebatizado como Ferenceratops shqiperorum. Este ajuste presta homenagem ao paleontólogo austro-húngaro Franz Nopcsa, pioneiro no estudo dos dinossauros europeus.</p>
<p>O caso do Ferenceratops shqiperorum é especialmente simbólico. Não só por ser uma correção de uma espécie mal classificada durante décadas, mas porque coloca de volta no mapa um dos paleontólogos mais curiosos de seu tempo. O próprio Nopcsa havia sugerido há mais de cem anos que a Europa abrigava linhagens insulares únicas, embora nunca tenha conseguido prová-lo com as ferramentas de sua época.</p>
<h2>A Europa, um corredor e não uma ilha perdida</h2>
<p>Até agora, a narrativa predominante sustentava que a Europa, fragmentada em ilhas durante o Cretáceo, tinha desenvolvido uma fauna de dinossauros completamente diferente da da Ásia e da América do Norte. A ausência de ceratopsídeos no registo fóssil servia de argumento para essa «exceção europeia». No entanto, o novo estudo contradiz essa visão. Se esses dinossauros realmente estiveram presentes, embora camuflados sob identidades erradas, o panorama muda radicalmente.</p>
<p>De acordo com a pesquisa publicada, os resultados desafiam a compreensão convencional sobre a evolução dos dinossauros ornitisquios e sugerem a necessidade de uma reavaliação fundamental dos conjuntos de dinossauros herbívoros do final do Cretáceo na Europa. Para os autores, a presença de ceratopsídeos reforça a hipótese de que a Europa serviu como corredor biogeográfico, permitindo a dispersão de espécies entre a Ásia e a América do Norte por meio de arquipélagos e pontes terrestres.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3161" src="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-41.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-41.jpg 1200w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-41-300x200.jpg 300w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-41-1024x683.jpg 1024w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-41-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px"/></p>
<h2>Uma nova etapa para a paleontologia europeia</h2>
<p>A descoberta marca o início de uma revisão profunda dos fósseis armazenados em museus de toda a Europa. «Muitos deles podem ter sido classificados erroneamente no passado», alertaram os cientistas. As técnicas modernas abrem a porta para reinterpretar fragmentos antigos e reescrever a história com maior precisão. Esta descoberta, segundo a revista Nature: «Tem implicações muito mais profundas do que uma simples correção taxonómica. O que está em jogo é a forma como entendemos a história evolutiva do continente europeu durante o Cretáceo». A partir de agora, cada fóssil europeu pode esconder uma história diferente daquela que lhe foi atribuída. A paleontologia europeia entra numa fase de revisão e reinterpretação, impulsionada pela tecnologia e pela humildade científica. Como conclui a investigação: «O que pensamos saber pode ser apenas o primeiro rascunho da verdade».</p>
</p></div>
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		<title>O enigma da longevidade: o que os animais que melhor desafiam o passar do tempo podem ensinar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 14:40:02 +0000</pubDate>
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<p>A baleia da Groenlândia, o rato-toupeira nu e as tartarugas gigantes desafiam os limites da vida na natureza. Os cientistas investigam como os seus mecanismos biológicos podem transformar a compreensão do envelhecimento nos seres humanos Em 2007, caçadores do Alasca encontraram no pescoço de uma baleia da Groenlândia um fragmento de arpão datado de 1880. Essa descoberta demonstrou que a espécie pode viver até 130 anos e renovou o interesse científico em decifrar os mecanismos da <i>longevidade</i> animal.</p>
<p>Além da baleia da Groenlândia, existem outros exemplos notáveis que os cientistas observam de perto para conhecer mais profundamente os segredos da <i>longevidade humana</i>: o rato-toupeira nu, que apesar do seu tamanho pode atingir os 40 anos de vida; o morcego de Brandt, que ultrapassa as quatro décadas; os papagaios, que vivem mais de 60 anos; e a tartaruga gigante das Seychelles, Jonathan, cфuja existência começou antes da inauguração da Torre Eiffel.</p>
<h2>A reparação do ADN, a chave para um envelhecimento saudável</h2>
<p></p>
<p>A professora Vera Gorbunova, codiretora do Centro de Investigação do Envelhecimento da Universidade de Rochester, explicou à revista <i>Time </i>que a longevidade não é resultado de uma seleção evolutiva direta. A maioria dos animais morre antes de envelhecer devido aos predadores, e somente em ambientes sem essa pressão — como ilhas sem predadores — algumas espécies desenvolvem adaptações que permitem ciclos de vida mais longos e reprodução prolongada. Para compreender esses processos, a equipa de Gorbunova e outros investigadores estudaram a reparação do ADN e a proteção contra mutações.</p>
<p><i>Uma experiência</i> com 800 ratos-toupeiras nus revelou que nenhum desenvolveu cancro, em contraste com a alta incidência em humanos. Estes animais apresentam níveis elevados de hialuronano, um componente do tecido conjuntivo que poderia proteger o material genético. Em 2025, foi identificada na ratazana-toupeira-nua uma enzima que melhora a reparação do ADN. Além disso, as células da baleia da Groenlândia contêm uma proteína capaz de restaurar quebras no ADN, e a sua utilização em células humanas demonstrou uma resposta genética melhorada.</p>
<p>João Pedro de Magalhães, professor da Universidade de Birmingham, afirmou que a longevidade depende mais do funcionamento dos genes do que de diferenças genéticas substanciais. Embora os humanos e os chimpanzés compartilhem quase o mesmo ADN, a esperança de vida humana é o dobro, o que sugere que a chave reside na regulação genética ao longo do tempo. O professor Steven Austad, da Universidade do Alabama em Birmingham, sublinhou que a reparação do ADN é apenas um dos fatores envolvidos. Cada espécie desenvolve estratégias distintas, adaptadas ao seu ambiente. Por exemplo, algumas aves pequenas, apesar do seu metabolismo rápido e de condições que limitariam a sua vida útil, podem viver muito mais do que os mamíferos em cativeiro. Observou-se que algumas aves minúsculas vivem três vezes mais na natureza do que os mamíferos em zoológicos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2958" src="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29.jpg 1200w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-300x200.jpg 300w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-1024x683.jpg 1024w, https://codylife.pt/wp-content/uploads/2026/01/3-29-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px"/></p>
<h2>Expectativas de transferir as descobertas para o envelhecimento humano</h2>
<p>Em 2023, Gorbunova fundou a Matrix Biosciences para investigar aplicações médicas derivadas do hialuronano. Paralelamente, a Dra. Andrea Maier, da Universidade Nacional de Singapura, lidera um ensaio clínico baseado numa molécula de algas castanhas que ativa enzimas capazes de prolongar a vida de ratos idosos. No entanto, os especialistas insistem na cautela. Richard Miller, da Universidade de Michigan, adverte que, embora os modelos animais sejam promissores, transferir as suas estratégias para a medicina humana ainda é uma hipótese. «Não está totalmente claro se as estratégias do rato-toupeira nu, dos morcegos ou da baleia da Groenlândia seriam relevantes para a medicina humana», disse Miller à revista <i>Time</i>. A investigação sobre a longevidade animal está numa fase inicial, mas os cientistas prevêem que, à medida que mais laboratórios explorarem esses mecanismos naturais, aumentarão as possibilidades de transferir essas descobertas para o âmbito clínico e abrir novas perspectivas para abordar o envelhecimento humano.</p>
</p></div>
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